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A crônica da admiração
A crônica da admiração

A CRÔNICA DA ADMIRAÇÃO

Só algumas palavras para se juntarem as lembranças que ficaram. Preciso com firmeza acrescentar ao que todos nós surpreendidos sentimos. Nós admirados ismêniadescobrimos a cada instante que muito temos a guardar naquela caixa que guardamos aqui dentro em algum canto do coração bem arrumado desde algum momento de bem que que se enternecesse nos foi ofertado que a muito tempo se iniciou.

Como a conheci ? Assim de repente. Ela vinha parte de um conjunto. Eu a via e registrava com os olhos rápidos da juventude buliçosa, crítica e imortal.. Tias são tias. Fazem parte da paisagem e são genéricas. São amorosas e dedicadas. Transparentes e indeléveis a uma vida que nem siquer imaginamos.

Como poderia alguem imaginar uma tia que se enternecesse com as canções de amor do “Rei Roberto Carlos” ? Peercebiamos isto na sua alegria na praia em Praia Grande entoando as canções  em frente ao palco montado na areia.

Acho que essa alegria só era superada pela passagem da bateria da X-9 frente as arquibancadas na avenida da prais. Sambar nas arquibancadas e cantar os sambas-enredo era o que ela queria.

Boas coisas para nos admirarmos e ter orgulho e amor poe essa tia. Essa tia que criara sete filhos e trabalhava para ajuda-los. Essa tia que era a tia do tio João que nem sempre a compreendia e lutava com ela. A tia humilde, a tia pobre, a tia sem recursos. A tia que não largava daquela cozinha de onde saiam aqueles docinhos...não consigo lembrar de nenhuma ocasião em que ela não me fizesse sentar no usado sofá na pequena sala de chão de tacos e tomasse um café com um pedaço de bolo. Parecia sempre haver um bolo fazendo parte daquela cozinha.... Somente quando as dores nas pernas começaram a piorar muito ela parou com a cozinha. Acho que não poderei deixar de ver uma goiabinha enrrolada sem lembrar da tia. Aquelas cenouras cristalizadas que tantas vezes ela fez para Ricardo.

Pois é, era a tia Ismênia...!Nunca conhecera alguem chamado Ismênia a não ser aquele centro espírita.  Acostumei e com o tempo passei a achar um nome bonito e imponente.

 

Não poderei deixar de lembrar aquele trabalho incansável na distribuição. Quem se dispõe nos dias de hoje a encarar uma cozinha ? Não esquecerei por certo a ternura e a fé nas canções, não esquecerei aquele gosto pelos sorvetes, a vontade de votar e participar, a amizade e dedicação pelas companheiras.

Terás e sempre serás acompanhada por nosso amor e admiração.

Agora SOMOS TODOS ISMÊNIA.

Texto original de R.C.Ferreira

 foto de Marcelo Leite


 

   

 

 

 

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