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A lenda da maçã dourada
A lenda da maçã dourada


primavera em ParisA imaginação no poder (Desconhecido)
Helena foi a mulher mais linda da Grécia, filha de Zeus e Leda,   esposa de Menelau, Rei de  Esparta. Raptada  na   infância  pelo  herói  Teseu,  que   esperou   pelo  tempo    certo  para desposá-la foi resgatada por seus irmãos, Cástor e Pólux. Por   ter  sido  cortejada    por  muitos  heróis importantes, Tândaro deixou que Helena   escolhesse  aquele  que  seria  seu marido.
A  beleza   fatal  de Helena era  a  causa  primeira  da  Guerra de Tróia. O  relato  do  conflito de dez anos começou  quando  as deusas  Hera,  Atena  e  Afrodite   pediram    que   Paris,  príncipe  troiano,  escolhesse   a  mais  bela  entre  elas.  Depois  de  cada uma das deusas  ter  tentado   influenciar   sua decisão,  Paris   premiou   Afrodite  com   a  maçã  dourada,  a   qual   havia prometido a ele a mulher mais linda do mundo.   Depois,  Páris   viajou  para  a Grécia, onde foi muito  bem  recebido   por  Helena e  seu  marido,  Menelau.
 Posto que mortal Helena cedeu ao poder de Afrodite, e seguiu  Páris  à  noite,  levando  consigo   muitos   tesouros  reais. Seu rapto  foi  a   causa  da  Guerra  de  Tróia.  Após  a  morte   de  Páris, reconciliasse com Menelau quando este entrou em Tróia e após sua  queda   voltaram  para  Esparta, restauraram seu reino e viveram em paz pelo resto de seus dias.
Conta a Mitologia que quando Júpiter desposou Juno esta recebeu três maçãs douradas de Gaia , a Terra. Encantada com o presente agraciado Juno deu-as, cada uma,  as três ninfas  conhecidas como as Hespérides para que tomassem conta delas para si.  Hércules teve de ir atrás das Hespérides para obter os pomos de ouro e para isto foi ao Cáucaso onde libertou Prometeu que o aconselhou a pedir a Atlas que roubasse os pomos de ouro. Hércules então segurou o mundo em suas costas enquanto Atlas assim o fazia e o enganou dando-lhe novamente o mundo e levando os pomos de ouro, tarefa que foi seu décimo segundo trabalho.
Eva provou a desilusão e cometeu a desobediência ao provar a maçã dourada da arvore  da ciência e da sabedoria arrastando o companheiro Adão para o desterro.
Também foi a maçã dourada que comoveu a alma avarenta do Sr. Scrogges no inesquecível conto de Charles Dickens seduziu a antológica Branca de Neve e publicou mundialmente Nova York como a Big Aple. New York, New York levou a imagem da Big Aple na era do Jazz no trompete do genial Jimmy Doyle.
Quem tinha um insaciável apetite pelas maçãs era Ariadne Olivier a atrapalhada escritora de contos policiais e amiga incondicional de Hercule Poirot. Diz a lenda que na Idade média Guilherme Tell teve de partir uma maçã na cabeça de seu primogênito com uma seta para obter do rei a liberdade de seus companheiros e também ainda que ocorreu a Newton a Primeira Lei da Mecânica Clássica ao cair-lhe uma maçã na cabeça enquanto dormia sob uma árvore.
Andando pelo passeio da Carnaby Street encontrava-se a Aple, mundialmente conhecida butique dos Beatles defronte ao Shakespeare’s Pub que traz a estatua do imortal escritor na varanda do primeiro andar. Sobre a porta da Aple está a imagem do selo da Aple Records que é a tradicional maçã cortada pelo meio e que vem impressa no centro dos vinis da gravadora numa alusão direta ao psicodelismo. Após o almoço no Pub pode-se comer uma maçã do amor sentado na calçada em frente a Aple.
Não há quem tendo estado presente nas manifestações estudantis dos anos 60 e 70, nas assembléias universitárias da Maria Antônia e no Centro de Vivência do CRUSP ou tenha lido a mídia editorial da época não tenha escutado a bôca pequena e em voz sussurrada a célebre lenda da maçã dourada quem sabe talvez egressa do campus da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Há quem diga que conheceu seu verdadeiro rosto, uma linda mulher ardilosa e aventureira, um misto rocambolesco do espantalho a imortal criação da Baronesa d’Orczy que ajudava aos nobres a escapar da guilhotina burguesa durante o Terror nos dias da Revolução Francesa. Outros a definiam como uma Mata-Hari tupiniquim a serviço das forças da repressão. Dizem que teria entre 30 e 40 anos, mas que passaria facilmente por 25. O semblante era vitorioso, mas deixava entrever um certo tom de tristeza. Carregava o peso da traição e da mentira denunciado metodicamente todos os passos da estruturação do movimento estudantil antes mesmo que fosse iniciada uma ação.
Dizia-se também que o agente Fleury a teria seduzido mocinha com ameaças a sua família húngara e assim tendo a obrigado a servir a repressão. A sua excepcional beleza fora herdada dos ancestrais ciganos de onde retirara igualmente o espírito de luta aventureiro. A sua formação infantil se dera num circo intinerante onde o pai fora trapezista e a mãe equilibrista.  Perseguidos pelo regime comunista Magiar tinham criado a filha com verdadeiro horror a cartilha totalitária.
O tributo a maçã foi também por sua vez atribuído a Catarina Meloni. A brava líder da Polop que era frequentemente vista nas ruas do Centro de São Paulo como líder das hostes da PUC desagradava algumas dissidências que atribuíram sua agressividade ao convívio com a reação que utilizava seus serviços.
Ouvi contar também que sua origem era da mais alta estirpe da sociedade carioca, tendo inclusive participado do reveillon da passagem no famoso baile da ilha. Sabedora das dificuldades que o sistema enfrentaria durante todo o ano que se seguiria no prenuncio das forças que se aglutinavam teria se oferecido para atuar no cerne do problema cuja espinha dorsal era o movimento estudantil. Assim se infiltraria entre as principais alas da esquerda como a Polop, a Libelu e a UNE e recolheria todas as informações da estratégia dos inimigos da Civilização cristã e ocidental para que fossem devidamente neutralizados pela Repressão.
Discórdia, sedução, mistério, folhetim, aventura e terror posto que não era conhecida a maçã dourada desfilava sua beleza, charme e graça entre as hostes inimigas sem que pairasse sobre ela a menor suspeita ainda que não dispusesse de computadores, câmaras, celulares e orelhões em número suficiente para o público, fazendo assim as informações chegarem ao DOPS com tempo suficiente para a reação.
A lenda se alimentava dos fatos e das falas e tornou-se um jogo as inúteis tentativas de identificar a maça dourada que emprestava seu nome a lenda. Os principais dirigentes do Movimento Estudantil transitavam pelas assembléias em companhias femininas que eram imediatas candidatas em potencial a se tornarem a maçã dourada. Certa ocasião o Dirceu foi visto algumas vezes com a constante companhia de uma jovem de um porte bonito porem distante, evasivo. Duramente criticado pela patrulha ideológico dizia-se a boca pequena que estava mordendo a maçã dourada. Haja visto que seu tipo se confundia com o ideal e enchia os olhos da garotada hippie, os longos cabelos sobre os ombros como nos comerciais da U.S.Top e as jeans encardidas rasgadas e sujas. Os pés enfiados em dois chinelos de dedos que eram bem apropriados para os discursos dirigidos a massa estudantil equilibrado em tetos de carros e em caixotes nos famosos comícios-relâmpago.
Muita vezes estávamos nos fazendo a sua segurança com o Jean-Marc e o Ribas e estranhamente estava ela sempre por perto – um anjo loiro a beber cada uma de suas palavras. Ou seria a maçã dourada? Teria o sério e incorruptível Conde Jean-Marc o nobre de uma dúzia de nomes que agora defendia os interesses da calasse proletária caído também nas malhas da maçã dourada? Ouvia muitas vezes que se ele não resistira a tentação tivera todos os motivos do mundo. Na verdade seriam dois motivos, pois os seios da maçã dourada eram como dois pomos dourados.Não conseguia entender como alguns podiam lembrar-se de seus seios, mas não de seu rosto, ou na verdade esta era justamente a razão porque não lembravam?
A lenda prosseguiu por muito tempo e não houve uma forma ou história aventureira ou sensual que não envolvesse a maçã dourada como um redemoinho em meio a um mar agitado que se misturava a fantasia e a realidade, sem que se soubesse onde terminava uma e começava a outra. O tempo prestou seu tributo a maçã dourada. A árvore da sabedoria no Gênesis, a avareza do Sr. Scroggs, a lei da Inércia, a liberdade de um cavaleiro medieval, guerra por uma rainha raptada, o mundo em NY e Carnaby St muda o mundo. Gala, Fuji ou verde. Maçã doce maçã, maçã de Dirceu. A maçã secou. Viva a aventura das maçãs.


 

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