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Assim na platéia como no palco
Assim na platéia como no palco

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    O meu coração é como um palco,

    Tantas as histórias lá vividas

    Dramas, comédias, tragédias, paixões

    Um entrar e sair de ilusões,

    Sem saber se é pra rir ou chorar...

     

     

             Quando éramos garotos surgiu a idéia de encenarmos uma peça de teatro. Havia muita influência a respeito. Assistíamos a muitos filmes e alguns programas de TV eram teatro ao vivo. Já aos Sábados assistíamos a encenações juvenis como o Sítio do Pica-pau Amarelo em que Lucia Lambertini Fazia a Emília. Júlio Gouveia falava depois dos romances que eram encenados e durante muito tempo acompanhamos as aventuras de Tom Sawyer. Foi ali que conheci Mark Twin.

             As noites de Domingo já bem tarde via-se a TV de comédia e a TV de Vanguarda alternadamente. Eram peças de um conteúdo forte e dirigidas para um público adulto. Coisas como a Experiência de Avatar e por aí afora.

             A idéia do Tesouro da Pirâmide era a de um herói tipo Indiana Jones que ia ao Egito resgatar um tesouro numa tumba de uma escavação arqueológica. Nosso herói cujo nome me fugiu era um milionário que vestia casaca e cartola. A cartola teve mais cuidado na sua preparação do que o palco com cortinas de lençóis na sala de visitas. Confeccionamos uma cartola de cartolina pintada com tinta preta e velhos paletós viraram casaca. Um pano enrolado em tubo virou uma serpente e um garoto com bandagens de gaze fazia às vezes de uma múmia. O mais engraçado, porém era que a peça que foi assistida por quinze pessoas não tinha teste ou seqüência. Tudo feito e improvisado na hora por nossa fértil imaginação criativa.

             A primeira representação amadora que vi foi Pluft de Maria Clara Machado no anfiteatro da escola estadual. Lá estavam a Gildinha e vários colegas meus que aplaudi de pé com grande entusiasmo.

             A apresentação do Plufi gerou uma grande iniciativa e vontade de encenar alguma coisa. Uma das moças do colégio era a filha do Dr. Oscar Von Pfhul o conhecido autor de teatro infantil e uma turma se formou para montar o Circo de Bonecos. O texto dos bonecos que se revoltam contra o empresário do circo de marionetes, mau patrão explorador e autoritário não agradou a grande maioria dos pais e a peça após muitos ensaios foi abandonada. Tinha um sabor muito revolucionário  para a época.

             A Universidade estabeleceu para mim uma grande aproximação com o palco. Foi lá que realmente entendi a mensagem da arte cênica como elemento transformador da sociedade quebrando preconceitos e ultrapassando fronteiras.

             Havia muitos grupos de difusão e geralmente traziam a frente elementos latinos que estudavam em convenio com a Universidade. Cubanos, mexicanos, bolivianos e argentinos tentavam ensinar os passos da expressão corporal e muita vez juntei-me a estes grupos tentando aprender alguma coisa naquela arte que me fascinava e era grandemente rejeitada pela crítica ao Sistema vigente. Tinha tudo a ver com a Universidade. Os elementos mais radicais de uma direita crescente desprezavam estes grupos classificando-os como um amontoado de prostitutas e homossexuais. Numa sociedade em que a geração jovem tentava transformar o teatro florescia tanto quanto a música ou o cinema.

             Hair resumiu o pensamento de toda uma geração. Talvez o mais certo seja dizer que foi o pensamento vivo de toda uma geração. No prenuncio da era de aquário Hair caiu em cima da sociedade temerosa e assustada como um soco na boca do estômago. Fui ver Hair em São Paulo junto com um grupo de amigos e uma emoção muito grande nos percorreu todo o tempo. Mesmo que se conheça todo o contexto e a história, vê-lo ali encenado e mexendo com você é uma sensação quase irreal, como se estivéssemos dando conta do recado a uma imensa concentração de desavisados surpresos e de bocas abertas com tudo o que acontece no tablado.

             Não se pode deixar de falar em tudo que acontecia simultaneamente a tudo aquilo. Um teatro de absurdo e contestação denunciando comportamentos e muta vezes não entendido como o Balcão, Cemitério de automóveis e o Rito do amor selvagem giravam a cabeça de toda uma geração. A função crítica foi realizada e creio que Jesus Cristo Super Star e Ó Calcutá foram bem a catarse do que tivemos a oportunidade de conhecer.

             O teatro de revista faz parte da trajetória do teatro brasileira. Assim fiz absoluta questão de assistir a uma revista de Dercy Gonçalves, esta mulher que é um patrimônio nacional.

             A contribuição do teatro para a elevação do espírito, divulgando textos como O amor venceu e Violetas na Janela creio que mostra a maturidade que está sendo atingida para nós seu eterno e incondicional aplauso.Na platéia e no palco.

     

     

     

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