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Canadá 50 anos de nós
Canadá 50 anos de nós

Canadá 50 anos de nós

Percorremos cinquenta anos em tão pouco tempo que parece ter sido agora o começo desta jornada sensorial, luminosa e reveladora de segredos. É proibido dizer que lembro. Vivi e se vivi foi por momentos vivos e inteiros, que podem ser tirados da memoria e revistos muitas e muitas vezes. Quem lembra é porque não estava lá.

Vejo passar a Dª Deca com a voz estridente e engraçada a chamar alguma aluna de saia pregueada azul e casaco vermelho para atender o telefone. Havia aquela senhorinha simpática de cabelos brancos presos no coque e sempre tricotando na Biblioteca que me explicava que era a mãe de Osvaldo Ally. Você não conhece ? Não estudou geometria Descritiva ou não é desse planeta.

Aquele anfiteatro tinha palco, cortina cenográfica, spots e até um  piano. Certo não era de cauda, mas era um piano. Certo as cadeiras eram desconfortaveis e de pau. Não obstante era nosso anfiteatro. Aécio regeu um coral ali. Paulino, Serginho Mateus, Roberto Sion e Pedrinho Mattar tocaram naquele piano e por isto podemos dizer que era um templo. Tal era o nosso Cavern Club.

O Pe. Geraldo e aquelas fichas tão manuseadas com as conjugações proferidas em meio a numerosos pigarros alcançou seu objetivo. Quem quiz aprendeu o português. Falando na lingua portuguesa não é possivel deixar de falar no Frenor. A conhecida e rotunda figura de terno cinza conhecia e passava a análise literária como ninguém. Uma figura humana e um coração generoso como poucos. Recebeu-nos em sua modesta casinha e escreveu para nós o estatuto completo do Clube de Ciências.

O poderoso Brito, o homem que conhecia todas as equações químicas e as substâncias cujos rótulos diz a lenda que eram trocados prpositalmente nas aulas do Pe. Adauto. Conseguimos fotografar o Brito com as duas turmas, a de Engenharia e a de Medicina.

Permito-me revelar agora um pequeno pormenor: na foto da engenharia ele apoiava a mão sobre a bôca e na de Medicina não. Vendo as fotos ele mesmo diz "fizeram uma foto sem minha característica". Pois é Brito, as fotos passaram a ser pedidas assim : "foto com Brito caracterizado" ou "foto sem Brito caracterizado" ou na forma reduzida "com Brito" e "sem Brito".

Silvio Andraus foi um de meus professores inesquecíceis. Um ensino claro, limpido mostrado e ensinado de um modo a ser entendido e não esquecido. O amigo Silvio que fora da sala de aula era um de nós, um amigo e companheiro. Que nem o Batatinha, o Tarciso Barbieri do qual absorvemos a importância de conhecer o mundo dos seres vivos e o meio ambiente. Graças a seu entusiasmo germinou a idéia de criação de um clube de História Natural.

Todos merecem ser citados. Todos ocuparam literalmente nossos corações e mentes, estiveram em nossos sonhos e nossas vidas, nas páginas de nossos cadernos e agenda escolares. Maia, quem diz física diz Maia, Paulo, eu não sou louco de ser contra a construção de um museu na cadeia velha, Tasso Henrique da Silveira, Mazzei, Maria Fonseca, Azevedo, Udimir, Yolanda e Guaraná.

Meu avô falou sempre da Zulmira uma aluna querida e inteligente como poucas. Desde muito jovem gostava de matemática. A jovem realmente tornou-se uma mestra e deu-nos a todos nós uma filha maravilhosa, que também se ornou uma mestra - Maria Helena Lambert filha de Zulmira Lambert. Muito mais que uma professora, amiga e orientadora de todas as horas ajudando-nos a enfrentar nossos problemas. Professora, orientadora, psicóloga, pedagoga e assistente social Maria Helena é um presente na nossa vivência estudantil sempre com uma palavra amiga e construtiva, no colégio, no recreio e até em seu lar.

Faz tempo, tanto tempo que nem direi " . Parece que foi ontem"
Não verdade fazem décadas. Praticamente uma vida. Neste tempo  a internet apareceu, consolidou-se, foi criado o email, o cd, o dvd, o notebook, Santos tem prédios de 40 andares, ganhei cabelos (brancos) e o facebook iniciou a sua ascenção para o estrelato.
Aquele ano a 50 anos foi o Ano I, chegou um novo Diretor que decididamente veio para fazer mudanças A mudança mais importante por ele realizada está fazendo 50 anos. Foi o seu empenho na formação de carater, no seu amor pela educação, no seu respeito as pessoas, no seu incentivo a levar a arte e a educação para as pessoas, na preservação da memória, do patrimônio público e do meio ambiente.
Colegas, tantos colegas e amigos, o Clube de História Natural e as mostras de ciências no esforço de Alfredo Paiva, o Coral, o GEVEC, o clube das normalistas, Grupo de Teatro e os encontros de MPB e claro Dedé o diretor que valorizava tudo isso.
Queridos e velhos mestres, nós pelos caminhos de agora, tão ou mais velhos do que os deixamos, vos somos gratos pelo que somos. Fizemos a lição de casa.


Rafael Cavalheiro Ferreira

 

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