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ELVIS THE PELVIS
ELVIS THE PELVIS

ELVIS THE PELVIS

Era um menino e para o grupo de meninos no qual me incluía, Elvis representava tudo que queríamos atingir. Assim creio que falar do que o roqueiro de voz de barítono e violão elétrico que povoava o sonho das meninas adolescentes representava num pedaço do mundo real era muito importante.

Desde cedo ouvira falar de Elvis. Além disto, nós o escutávamos. Não, não era num toca-discos de precisão como os que circulavam na época. Não era um Technics ou um Bang Olufsen. Era nas paradas de sucesso anunciadas na Radio Atlântica ao som prefixo da banda de Glenn Miller. Toca-discos mesmo populares eram muito caros. Seria como comprar um tablet hoje. Assim demorou muito para que conseguisse comprar uma popular eletrola que tinha um motorzinho meia boca e três velocidades, 33rpm, 45rpm e 78rpm. Já era possível então ouvir Elvis Presley. Foi uma vitória. A vitrola funcionou até o dia em que minha pequena sobrinha ligou diretamente o aparelho que era 110 volts na força corrente de 220.

Quando não tínhamos uma vitrola costumávamos ir às lojas de discos no Centro da cidade. As maiores lojas eram A Musical e A Marimba. Estas lojas tinham cabines à prova de som fechada onde o(s) fregueses podiam ouvir os discos nos quais estavam interessados. A grande curtição eram ficarem três na cabine fechada com o som no máximo volume. Fumando é claro.

Nas lojas éramos figurinhas conhecidas. Era chegar e dizer para a mocinha vendedora: Elvis. Recebíamos uma pilha de LPs.

Tinha um colega nosso muito fanático por Elvis. Sergio Morgero era vizinho de condomínio e aproximara-se de um grupo de garotos todos fanáticos por Elvis. O conjunto não cantava. As vozes esganiçadas de pré-adolescentes não o permitiam e se uniram num conjunto de dublagem de instrumentos que se apresentavam em “Programas de Ritmos para a Juventude”. Eram muitos e variados programas que tinham todos os scripts parecidos com o de um rapaz produtor que se chamava Antônio Aguillar.

Elvis era o motorista de caminhão, o rapaz pobretão que tinha talento e atraia milhares de fãs. Podia não ser o genro que as mães desejavam, mas era o homem que as filhas queriam. Era um rebelde, mas não era indomável.

Elvis, entretanto cresceu, foi engajado no exercito americano e desapareceu de nossas vidas. Quando voltou só foi capaz de atuar em filmes açucarados e sem sentidos até desaparecer de vez. Conseguiu retornar em Las Vegas gordo e quarentão, viciado em comprimidos ameaçando envelhecer toda uma geração.

O restante da história todos conhecem. Inclusive que ele continua ser um grande herói. Não precisa ser comentado nem falado. Apenas ouvido como um rei. Tal e qual o ouvíamos nas eletrolas, nas paradas de sucesso, nas cabines de prova.

 

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