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Era uma vez no colégio
Era uma vez no colégio

 

Alfredo era alto e magro. Creio que teria facilmente quase dois metros de altura. Decididamente as calças caqui e a camiseta do colégio estadual não combinavam com aquele estranho tipo físico que sobressaia em qualquer grupo de estudantes. Entretanto haviam coisas como a vontade de aprender e de lutar que tínhamos em comum que fez nascer uma empatai comigo que tinha satisfação de tê-lo como amigo.

A inauguração do prédio novo do colégio estadual foi realizada com a abertura de uma exposição de ciências quase toda voltada a química e biologia. Foi uma verdadeira festa. Até nossas brincadeiras curiosas como ver se realmente o fósforo branco e o iodo combinavam por simples contato e determinar o grupo sangüíneo dos colegas foram divertidas. Uma iniciativa de um Diretor de escola que tomou a tarefa de dirigir o colégio uma missão. Algo que passaríamos tempos e tempos sem experimentar novamente.

O prédio novo se tornaria símbolo de experiências voltadas para a iniciativa estudantil como o Grêmio, o Clube das Normalistas e o Clube de Ciências.

A idéia de tornar realidade um clube de ciências r uma capacidade de convencer os colegas movimentaria durante todo um ano praticamente toda a escola. Um professor de Biologia encampou a idéia, tornando a nota final de sua matéria dependente da participação dos alunos, primeiro de sua classe e depois da escola inteira, na que foi a primeira e maior exposição de ciências realizada na cidade.

O trabalho para tornar isto possível tinha que ser realizado por alguém como o Alfredo. Sair do nada para realizar tudo. Moleque realizando um trabalho de gente grande - foi a definição que Alfredo deu a impressionante reunião de espécies marinhas e terrestres, do tipo vegetal, animal ou mineral abrigadas no salão de exposições do Baleia em plena orla da praia santista.

A descoberta de que tanta coisa existia escondida na hora surpreendeu as expectativas de nossos mestres por um período de uma semana. Uma semana que guardaríamos como um feito e uma vitória.

Uma noite tentando convencer o administrador do salão a obter a licença do dono para que o utilizássemos para abrigar a exposição. A alegria de Meirelles saindo de uma casa do Canal 3 com as chaves do imóvel na mão.

Alguém doou um microscópio. Ele se tornaria o ícone da festa, sorteado entre todos os visitantes que por lá passaram. Exposto triunfalmente ao lado de um velho toca-discos que fazia às vezes de um sistema de som.

Uma sala de cirurgia improvisada onde ouriços do mar eram "operados para mostrar a mitose de seus ovos. O Grupo dos Escoteiros do Mar mostrando como era montado um acampamento de pesquisa para obter a diversidade das algas e medusas que foram coletadas. A banda marcial do colégio tocando e movimentando-se pela avenida da praia, apostando no som da fanfarra para atrair o grande público.

Tudo encantou nossa amiga Lydia que nos homenafeou em Gente e Coisas da Cidade. Eu mesmo a acompanhei e mostrei a criatividade de centenas de trabalhos e dei-lhe a flâmula que simbolicamente representou nosso trabalho.

Guardada por décadas numa gaveta o azul do fundo do mar está desbotado. Mas os peixinhos estão lá nadando entre conchas , algas e caramujos. A flâmula que Emília desenhou a nosso pedido. E que Valter, hoje seu marido também guardou.

Guardaremos também o obrigado do Prof. Edésio Del Santoro, visivelmente emocionado numa noite que também certamente não esqueceu e deve Ter contado muita e muita vezes.

Lembraremos com carinho nosso velhos mestres e ídolos como o Maia, o Brito, o Udimir, a Mariza e o Mazei. Nosso carinho e obrigado por termos também tanta coisa a guardar de suas palavras e tanta saudade a sentir das horas em que estivemos juntos.

 

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