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O café do justo
O café do justo

O trecho da Av. Ana Costa que se situa entre a conhecida R e a Av Presidente Wilson, também conhecida como Av da Praia era intensamente badalado na década de 60 e a grande calçada era intimamente conhecida como “as calçadas do Atlântico”. Os ocupantes por essa ocasião eram bem outros e deles ficou apenas uma mancha do clássico e imponente Hotel Atlântico, o nº 1 da Av. Presidente Wilson quando cruza a Av. Ana Costa. Acima do nivel das calçadas do Atlântico ficava o bar do Atlântico muito grande e que acomodava fácil 200 pessoas e do qual ficaram apenas algumas e todo o bar interno foi engolido pela C & A . Todo o bar externo estava coberto pelas marquises que se extendiam até a  rua Othon Feliciano atualmente calçadão cuja esquina era ocupada pelo Cine Gonzaga. Bem no meio dessa quadra de ouro ficava o Café Atlântico. Os outros eram cafés e esse era o café Atlântico o ponto de encontro conhecido por todos que um dia houvessem estado no Gonzaga de tal sorte que se alguem indagasse onde ficava com certeza não era desse planeta.

As lojas eram muito conhecidas também. Pareciam terem sido construídas com a paisagem. Num dos lados o Foto Cine Star que vendia material fotográfico e do outro a livraria que foi Siciliano, Saraiva e até muito antes uma camisaria. Lembro de ter visto Pelé, o maior crack de futebol do mundo entrar mais de uma vez lá. Sempre saia com várias caixas de camisa, mas na hora de pagar o caixa e o gerente nunca aceitavam-é uma cortesia da loja diziam.

Em frente a loja ficava demarcada a coluna do Justo que apontava e comentava irônicamente-aquele é que leva a vida em meio a uma rodinha de desocupados, zoadores ou simplesmente comentaristas como ele. Justo era um ex-taxista aposentado cuja principal atividade era mostrar, apontar, expor acontecimentos e detalhes contundentes de figuras públicas ou muito conhecidas com

Dz uma lenda urbana que num postal que foi feito das calçadas do Atlântico o Justo foi fotografado encostado em uma das colunas eternizado como os pés das estrelas na Calçada da Fama em L.A. Entre uma farpa e outra Justo tesourava democraticamente. A descascada era para todos.

Diz uma lenda urbana também que ninguem queria sair cedo da rodinha, porque quando alguém saia Justo virava-se incontinente para a rodinha e dizia :”esse aí que acabou de sair....” e soltava o verbo.

Assim era Justo aquela figura  gorda e careca de calças enormes que deixava todos pouco a vontade com medo de sua lingua. Os comentários não tinham lógica muitas vezes. O gênio irrascível do Maurice, o desdem por trajeitos homosexuais, Aristheu e suas namoradas, o carro zero de fulano, nada escapava.

Era também líquido e certo que Justo ficava a espera parao convite do cafezinho no Atlântico, mas lá chegando não punha a mão no bolso. Nunca pusera e era chamado de sovina de plantão. Tudo pelas costas.

A rodinha se espalhava pelo balcão em forma de ferradura. Café preferencialmente era de coador. O café expresso feito em máquinas italianas, o conhecido “café cremoso” não caira no gosto popular. Eram mulheres uniformizadas que serviam o café. Quadros emoldurados, mostrando os diversos tipos de grãos estavam nas paredes a guiza de quadros. Na outra parede qadros montados em azulejos sépias eram parte do ambiente. Quando aconteceram prospecções nas paredes tais obras foram recuperadas e hoje podem ser vistas na parede da Beliótica no bairro do Gonzaga.

Quanto ao Justo desapareceu em certa ocasião e dele nada mais se soube ou foi dito. O postal também não foi encontrado.

 

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