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O maverilson cor de sangue
O maverilson cor de sangue

Quem visse pela primeira vez o TCC de Marilson ficaria maiss assustado que impressionado.  As follhas de papel num sulfite fino e quase bíblicoreuniam em mais de cinco centenas de folhas centenas e centenas de gráficos de aplicações de cdbs, rdbs e siglas de todos os tipos que nadavam no mar do sistema bancário forjado na fonte da Ilha da Fantasia econômica do governo militar.
Grande parte da Engenharia de Produção havia migrado para o Mercado de Capitais. A década de 70 consagrou a figura do yuppie como o contraponto do hippie e da contracultura dos anos 60. Era "must" o rapaz de terno ou blazer transitando pelo castelo de cartas dos bancos de investimentos em meio aos contratos do BNDES, da res. 63, onde teoricamente o dinheiro crescia em títulos ou então na Bolsa onde as ações batiam recordes em cima de recordes fazendo os papéis se multiplicarem como mandiopã.

maverickO TCC que Marilson carregava por toda a parte era um gigantesco calhamaço que impunha respeito para uns, admiração para outros e descrédito para poucos.
Sempre olhei com bons olhos seu foco e objetividade, melhor diria sua tenacidade e resistência às adversidades de um sistema que teimava em desmoronar. Primeiro aquela gigantesca firma de fabricação de guias telefônicas.  Sentado no discreto ambiente do Banco de Investimentos – sim, também trabalhava em um deles- era divertido ver Marilson descrever a máquina administrativa das Guias  “L”
O nissei Shunji era quieto e discreto, mas foi quem olhando o feroz Maverick vermelho de Maverilson e o nome colou. O aparente yupie motorizado num carro que lembrava um Camaro tinha que voar as vezes para o interior de São Paulo, pois os pais moravam em Presidente Prudente.   Assim as manhãs nas aulas da Escola Politécnica testemunhavam a chegada de um Marilson extenuado e descabelado pilotando o Maverilson vindo direto do aeroporto de Congonhas.
O marilson fez o convite e fomos assistir um ciclo de palestras e reuniões. Lembro bem  pela apresentação de Hernani Guimarães Andrade, um dos maiores parapsicólogos espíritas brasileiros e Elsie Debugras discorrendo sobre as experiências e pesquisas transcorridas. As palestras muito bem ilustradas em meio a uma profusão de slides coloridos efetuados em um grande ciclo no interior paulista envolvendo botucatu, cafezal e diversas pequenas cidades na época, decadas atrás enchiam olhos e mentes que se surpreendiam com os fenômenos paranormais investigados naqueles anos atrás como as aparições de poltergeist, a fotografia Kirlian e a captação de imagens da aura, a a bioeletrografia. Na finalização do evento houve a apresentação de uma máquina eletrostática para a impressão de filmes, uma máquina protótipo da Kirlian. Segundo os estudos era possível a gravação das impressões de ionização em nível físico e psicológico dos humores humanos incluindo os feronômios.

Na ocasião  em parceria com o colega José Henrique produziamos uma projeção da expansão do mercado telefônico na Capital. Haviamos estagiado na Telecomunicações, mas depois de alguns meses também optaramos pelo mercado financeiro seguindo a tendência. Muitos colegas haviam se voltado para a produção. Entretanto eram casos pontuais em ambientes excepcionais de origem multinacional e estrangeira como a turma da Bérgamo por exemplo que conseguiam receber um salário de um graduado tres vezes maior que a média de mercado.
A máquina Kirlian tinha uma voltagem de 3 a 5 Kv e as faíscas produzidas lembravam um arco voltaico. Entretanto a corrente era de miliamperes o que permitia interpor a mão entre os polos da máquina sem quaisquer riscos.
1º de Fevereiro de 74 foi um dis que certamente marcou  nossas vidas. No dia assistimos a tragédia  do Joelma a poucas centenas de metros na rua 24 de Maio. Marilson tinha vários amigos no edifício e eu mesmo havia estado lá dias antes.
O ano havia terminado e o trabalho foi aprovado devidamente com elogios pelo coordenador.Nós nos reunimos no conhecido Café Paris para comemorar a porta de ingresso para o mercado de trabalho numa mesa do Café Paris. Lembro do Shundi, do Baca e alguns outros mais. Marilson desceu do maverison vermelho e atirou alguns exemplares do “Ultimo tango em Paris” na mesinha redonda.
Me atrazei para comprar os últimos exemplares ali na banca, porque a policia está apreendendo tudo. Não que seja uma grande história  mas, é preciso estar atento à reação das pessoas. Talvez muitos não estjam prestando atenção ao que estão vivendo.............

 

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Marilson é mestre e doutor em engenharia de produção pela USP, Professor da FGV e da  Fundação Vanzzolin e  relevante pesquisador no meio acadêmico.(n.do a.)

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