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Os músicos
Os músicos

Os músicos

 

A música nasceu junto com o ser humano. Tem e traz em seu significado toda uma vida pianomanifesta e gestada dos confins do universo envolto em si mesmo. Assim a temos que aceitar, pois as maravilhas que escutamos nos criam um mundo de minutos, que com sinceridade não conseguiria criar em anos.  Será que erraria muito se dissessemos que o mundo se divide em dois blocos que são os que criam a música e o bloco dos outros ? Não.

Tinha uns dez anos quando sentado nos degraus de cimento do sobrado do vizinho com outros garôtos vi o velho italiano o “Seo”  Roberto descendo as escadas com um velho violino numa das mãos e com o arco na outra. Fazia frio e ele usava boina de lã e um surrado casaco. Soprava um ar gelado na  noite de Junho, mas ele não pareceu importar-se. O gasto violino lançou no ar a serenata de Toselli e ficamos a olhar emudecidos e eu surpreso e admirado...

Fabinho Moscariello filho de um conhecido músico santista, que tinha uma loja de discos no Centro de Santos tocava de uma tal forma e leveza o pistão que parecia ter no mesmo uma extensão da garganta.Fabinho que trabalhou durante tantos anos e ao se aposentar foi homenageado  numa noite especial com um cartão de prata numa reunião soleno. Tocou até o pistão com seus amigos, estavam todos lá. Naquela madrugada despediu-se para sempre e o pistão silenciou.

O Balança era um único, um simbolo. Era algo inacreditavel como o Balança podia tocar um solo depois de ouvir um colega apenas assobia-lo uma vez. Tocar após ouvir num disco, tirando tudo naquele trompete. Parecia mágica, passaros saindo da cartola. Uma genialidade que andava de braços com o humor e a alegria como daquela vez que o baixinho entrou de roupa na fonte em plena Pç. Das Bandeiras e tocou “Sally’s Tomatoes”. Estava com muito calor disse ao Sion que ria sem parar.....

Vovô fazia sempre o mesmo quando sentava-se ao piano em casa de Berenice. Sentava-se diante do velho piano na sals, aquele piano no qual ninguem  tocava e tocava uma música, sempre a mesma música. Nunca soube e também nunca perguntei o significado  daquilo. Achava creio, que piano e meu avô eram coisas incompatíveis. Um dia acabamos reavaliando nossos conceitos. A mão dura e encrquilhada de meu avô era capaz de produzir melodias.

Valter soube dar um um presente e um incentivo sempre que o escutavamos superando dificuldades com os dedos e colocando sempre acima delas.  Alguem que não te permitiria desistir de se exprimir na música mostrando como as adversidades podem ser transponíveis.

Brigadeiro comentou ainda comigo os shows de Bossa nos altos do Olympia onde sempre tocavam o Balança, Cancello, Sion, Paulino

, Mateus e a Aleuda vinha sempre cantar.  O Sion sempre tocou muito. As tardes de Bossa na casa da Solange, as domingueiras do It Club e as noitadas no Bar da Praia.

Nelson dum-dum era assim nominado por sua íntima realação com a bate era um rapazria. Fui também surpreendido pelo Nelson quando certa ocasião fomos busca-lo na casa da namorada. A performance na bateria foi  realmente impressionante e a altura do codinome. O Dum-dum foi acompanhado pela fama inclusive nos anos de universidade. O pessoal do Conjunto Residencial da USP  conhecia Nelson apenas por dum-dum.

O Belloque era um rapaz quieto e silencioso.. Algumas vezes  ele subia no palco do Centro  de Vivência do Conjunto Residencial da USP. Ali no gasto e um tanto desafinado piano ele tocava  Chopin. Acho que o piano se curvava a ele tal a maestria que ele dedicava a ele escondido pelas cortinas vermelhas. Certa ocasião um rapaz  Pdo interior o convidou para tocar na sua cidade do interior tão impressionado pela execução da Tristesse.

R C Foster podia tocar melhor sem a música. Partituras eram apenas formais para aquela figura com o paletó furta-cor que nos intervalos de aulas simplesmente sentava-se no chão e tamborilava músicas nos cadernos. A piada é que o que ele falava podia ser ininteligível porque falava pelo piano. O piano tinha um lugar de honra no terraço da casa da Bento de Abreu. As moças encostavam no piano por horas para ouvir as canções italianas da moda e

Cancello encontrei pela primeira vez no palco do salão de conenções do antigo Hotel Martini. Era uma tarde quente e suarenta e perante uma massa de adolescentes empunhava freneticamente uma guitarra elétrica. Creio entretanto que data venia ao grande amigo e professor de violão Cancello o mundo ganharia apenas um bom músico e perderia um sagaz psicólogo e brilhante escritor.

 

 

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