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Santistas por santista
Santistas por santista




 

voce está ouvindo Santos de Francisco Ricardo Leão tocado por Renato Cardim

 



Eu não sou santista inconsequente que é contra o tombamento dos jardins da orla e a construção de um museu na cadeia velha. (Paulo Siqueira, mestre de desenho artístico do IEE Canadá-Santos,SP)


 

Centro histórico, preguiças e lambe-lambes onde um dia, na Vila dos Andradas Martins Fontes morava e cultivava abieiros, Praça Mauá e todos os bondes de Santos. Sentados e rindo em seus bancos ouvindo apitos, admiravamos as moças do Liceu Femenino de Zezinha, nossa poetisa maior, a rebeldia dos estudantes frente ao CES como o Luiz Cancello e o Leituga quando subia o passe e a Sorocabana Seguiamos a avenida das palmeiras imperiais, a intimidade da Ana Costa onde saboreavamos altas horas a fumegante sopa do Almeida de seis décadas. A visão dos cartazes da cinelândia, de calçadas percorridas por Maurice Legeard, após a sessão a meia-noite que findava em muia conversa na Zi Tereza. Praça Independência; gente apressada, morosos casais de namorados e segredos passados. O casarão da viuva Douglas no 20 e a Estação Rodoviária no 22. Inesquecível Cine Atlântico parte integrante das matineés e soirées, tais quais o sorvete na Yara e o hot-dog na modernidade do Six com seus letreiros de néon, o velho Restaurante São Paulo, ponto final das domingueiras, onde talvez às 4h da manhã voce pudesse encontrar Plínio Marcos e o Mandy. A fonte luminosa de luzes e aguas verdes, vermelhas e azuis que cobrem brancos anjos que parecem orar por todas as bandeiras saí do mar como Iemanjá em festa até nossas preçes trazendo a trindade santista de mormaço, maresia e ressaca. Bailes nos salões de mármore do Balneário. jasmins no jardim de inverno, as mesinhas do Atlântico. choop gelado trazido como sw fora a corrida dos garçons. Andar nas calçadas da Fama, as queridas calçadas de piso Copacabana, ondas sinuosas de pedrinhas brancas e pretas.. Sentir suave o murmurar das ondas a cobrir as areias quentes , testemunhas dos passos de Aristheu Bulhões e Narciso de Andrade, quebrando na praia. Olhar cúmplice os namorados que acorrem ao mirante Posto 3. Vindos do It Clube, sabe-se lá donde, Sion fizera os pores-do-sol refletirem-se no dourado metálico do sax na harmonia perfeita. Lado a lado do maior jardim do mundo o maior porto da América Latina é uma festa. Lembranças do tranquilo casarão no Canal 4, onde a senhora de cabelos brancos, regador nas mãos nunca deixava de prosear com as pessoas a sua porta. Lydia Federici amava Santos diariamente através de sua palavra simples e cotidiana onde margarida, carteiro, meninas do volei de praia eram transformados pela mágica varinha da palavra em personagens do cenário de gentes e coisas da cidade. Ponta da Praia em piers debruçados sobre o mar quiçá acompanhando o balanceio da Loirinha, a apreciar as belos e únicos escotilhas imaginárias do navio nas singulares esculturas das muretas da orla, arte de Carlos Lang, na companhia da paciência e dos pescadores. Sentar e namorar na beira das muretas de nossa artérias de pedra, por onde voam garças fugazes do Orquidário e abrir o doce favo do Ingá. Artérias escondidas sob nossos pés que serpenteiam como o rio Itororó. Isto foi, isto é Santos.

Texto original de Rafael Cavalheiro.

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